“A conversa”

Queridos leitores

Votos de que tenham tido uma boa passagem d ano. Que se tenham entregado de alma aos novos 366 dias das vossas vidas.

Hoje venho deixar uma breve reflexão sobre parentalidade.

As tecnologias digitais e o acesso a informação, nos dias de hoje, é brutalmente maior que a que nós tinhamos acesso quando éramos crianças certo?! Ok. Esta semana começou com os meus filhos a falarem sobre a “febre” de pedidos de namoro que está a acontecer na escola. Sim! Também passei por isso quando tinha a idade deles, e acho que assumir isto facilita na forma de lidar com a situação.

Eu perguntei ao meu rapaz, meio que em gozo, se já tinha a capacidade de sustentar uma mulher, já que quer namorar. Ele desviou-se da conversa e não voltou a falar sobre isso até que a irmã o voltou a cutucar. As meninas acham sempre tudo mais mirabolante.

Passaram-se dois dias e lá veio ele novamente com outra conversa: mamã o que é assédio e suborno?

Normalmente sou rápida a reagir a estas situações então adiantei-me a explicar o significado de suborno enquanto o meu cérebro processava a explicação para assédio.

Antes de começar a explicar eu pedi-lhe que me dissesse o que ele acha que assédio é.

É assim, quando uma mulher está no uber e não tem dinheiro para pagar e o taxista diz que ela pode pagar de outra forma que os adultos sabem.- disse ele

Espantou-me, mas não tanto, o facto dele saber a resposta. Hoje em dia, com restrições ou não, eles têm acesso maior as coisas e as escolas também fazem o seu trabalho informativo.

Contudo, expliquei de uma forma mais abrangente. Não só os adultos sofrem assédio, crianças também. Se ele quiser abraçar uma menina e ela não se sentir confortável com isso, mas ele insistir, isto é assediar.

Então é isso queridos leitores. Não podemos não falar sobre determinados assuntos, pelo contrário, conversas como esta são necessárias, num mundo cada vez mais vil como o que vivemos hoje. É imperativo que os nossos filhos saibam como se defender, e como respeitar os limites dos outros. Explicar as questões difíceis de uma forma mais “fácil”, ao invés de evita-las fazendo-os recorrer somente a informação de fora.

Gostaria de dizer que sempre que surge uma conversa séria eu tenho a resposta na ponta da língua. Não tenho. Mas não corro das conversas e acho que isto faz a diferença.

Somos mães/pais, humanos. Não perfeitos. E os tabletes ou escola não devem ser os educadores primários.

Bjbj da baixinha

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