Ser imigrante
O sonho de um futuro melhor para nós mesmos, e para os nossos, por vezes leva-nos a destinos incertos, a fronteiras distantes.
Por natureza, o ser humano sempre está a procura de melhores condições de vida, migrando de um local para outro. Com o agravamento das guerras entre países, grupos rivais de um mesmo país ou por extrema pobreza, derivada da corrupção, este factor imigração tem-se escalado a níveis alarmantes.
Uns dizem que, quem foge é porque desistiu de lutar pela sua nação.
Outros defendem que muitos que estão fora, fazem muito mais, pois possuem liberdade de expressão e desta forma, usam as palavras e a divulgação como armas.
Hora! Muito se tem a dizer sobre isto não é mesmo?! Eu mesma, repetidas vezes falo sobre este tema nas redes sociais. A verdade é que, só quem imigra conhece a realidade. Muitos dão-se bem, e outros não. É-lhes vendido um sonho diferente da realidade que encontram. A escassez de habitação, as horas de trabalho, o salário mínimo e a solidão, são os maiores companheiros.
Hoje vemos muitos imigrantes a viverem debaixo de pontes, nas estações do metro, a mercê do frio e chuva. Ou aqueles que para poderem enviar um pouco do dinheiro que fazem as famílias e ainda sobrar algo para as suas despesas, partilham casa, quartos, até cama. Duas a cinco pessoas num quarto individual. Exploração por parte dos empregadores, por saberem que os mesmos estão ilegais, necessitados. E voltar não é opção.
Bloggers e Youtubers vendem o sonho do “cheguei a europa e com apenas X meses comprei um carro, ou uma casa”.
Ser imigrante é lidar com a ausência dos nossos.
ser imigrante é saber lidar com a frustração, com as mudanças, com a incerteza.
Acima de tudo, é saber lidar com o preconceito.
É cair e levantar quantas vezes forem necessárias.
Ser imigrante é sacrifício.
E agora que encerro este texto fico aqui a pensar em como ele é perfeito para o meu próximo livro.
beijinhos e abraços de coragem.
NOTA: NÃO POSSUO DIREITOS DE IMAGEM